Publicada em 08/02/2010 às 15h13
A internet transformou a educação à distância em uma ferramenta importante de aprendizado
Projeto de lei em análise na Câmara (PL 6219/2009) propõe igualar os cursos à distância aprovados pelo Ministério da Educação aos tradicionais cursos presenciais, em sala de aula com professores e colegas.
A internet transformou a educação à distância em uma ferramenta importante de aprendizado. Inicialmente a rede era muito usada como mecanismo de busca, em pesquisas escolares e universitárias. Com o tempo, pesquisadores, professores e alunos começaram a trocar informações e resolver dúvidas. Daí para a criação de cursos de pós graduação e de graduação à distância por meio da rede foi um pulo. Mas quem se forma em cursos à distância sofre com a pouca estabilidade legal. Muitos desses cursos não são aceitos pelas associações profissionais nem pelo mercado de trabalho.
Para o autor da proposta, deputado Wilson Picler, do PDT paranaense, com a Internet, a educação à distância ficou tão eficiente quanto à educação presencial.
"Você veja o quanto a Internet democratizou a informação. Hoje um menino de 7 anos de idade, de 8 anos de idade, tem acesso, através da Internet, a tudo que ele possa imaginar. Ele faz sua pesquisa no Google, vêm respostas daquelas enciclopédias, Wikipedia e outras, respostas muito bem elaboradas. Então não há mais essa dificuldade de acesso ao conhecimento. E a sociedade agora precisa se adaptar a essa nova realidade nos seus procedimentos oficiais, nos concursos. A educação à distância, ela trabalha com um potencial dentro do ser humano que não vinha sendo explorado, que é sua capacidade de explorar, buscar a informação."
A advogada Ana Carla Machado tentou cursar uma especialização à distância em sua área. Ela foi atraída pela equipe de professores, e acreditou na ideia de que o curso seria uma forma mais rápida de aprendizado. Infelizmente, ela desistiu do curso por causa da falta de organização. Para ela, a organização no curso é essencial para que a ideia da educação à distância se torne uma opção viável e de qualidade.
"Eu acho que ela é interessante, eu acho que ela é inevitável, o ritmo de vida das pessoas está cada vez tão mais complicado, em termos de locomoção e tempo mesmo para se fazer isso, que a ideia de você poder levar um curso desses à distância, de onde você puder estar, é muito legal, mas tem que ser uma coisa muito bem-adaptada, para não cair a qualidade, que é a proposta, entendeu?"
O texto do projeto de lei ainda prevê que os cursos à distância devem ser avaliados pelo MEC antes de serem reconhecidos como cursos de 3o. grau ou especialização. A proposta que quer igualar os cursos à distância aos cursos presenciais está em análise na Comissão de Educação e Cultura. Depois será avaliada pelas Comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça.
Por AgCâmara
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